Explosão em mesquita no Afeganistão deixa mais de 100 mortos e feridos

08 outubro – 2021 | 10:10
Escada de mesquita xiita na cidade de Kunduz, no Afeganistão, após uma explosão, no dia 8 de outubro de 2021 — Foto: Abdullah Sahil/AP

Explosão aconteceu em uma mesquita xiita; uma minoria religiosa no Afeganistão.

Homens atendem vítimas de uma explosão em uma mesquita xiita no Afeganistão, em 8 de outubro de 2021 — Foto: AFP

Pelo menos 100 pessoas morreram e outras 140 ficaram feridas na explosão, nesta sexta-feira (8), em uma mesquita xiita na cidade de Kunduz, no nordeste do Afeganistão. A missão da ONU no país que deu o balanço de mortos.

Um médico do hospital central de Kunduz que pediu para não ser identificado afirmou que o local recebeu 35 corpos e mais de 50 feridos.

Pouco antes, um responsável local da ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou que “mais de 90 feridos e 15 corpos” haviam chegado à sua clínica na cidade.

O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, fez um comentário sobre a explosão: “Houve uma explosão em uma mesquita de nossos compatriotas xiitas, e o resultado disso é que um número de nossos compatriotas foram martirizados e feridos”.

Imagem de uma mesquita xiita destruída na cidade de Kudunz, no Afeganistão, em 8 de outubro de 2021 — Foto: Abdullah Sahil/AP

Mujahid disse que uma unidade especial de investigação foi ao local para investigar o que houve.

Nenhum grupo assumiu a autoria do atentado desta sexta-feira.

Houve diversos ataques no país nas últimas semanas, inclusive um em Cabul, a capital do país. Alguns desses ataques foram reivindicados pelo Estado Islâmico Khorasan, o braço do Estado Islâmico no Afeganistão.

O Talibã e o Estado Islâmico são rivais. Ambos são sunitas —no Afeganistão, os xiitas são minoria.

Apesar de ambos serem muçulmanos, os sunitas e xiitas têm teologias e rituais diferentes.

Os sunitas são considerados mais tradicionais e, para eles, Maomé é o maior profeta, e os outros líderes da religião são secundários.

Os xiitas seguem um genro do profeta Maomé, e, para ele, só os descendentes desse genro podem ser líderes dos muçulmanos.

Vítima de explosão em Kunduz é carregada no Afeganistão, em 8 de outubro de 2021 — Foto: AFP

Fonte: g1.com

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